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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Coletivos Parte I

ObjetosColetivos
RetratosÁlbum
LetrasAlfabeto
IlhasArquipélago
ÁrvoresArvoredo
MapasAtlas
Aves ou CiganosBando
SoldadosBatalhão
LivrosBiblioteca
BoisBoiada
FloresBraçada ou Ramalhete
Uvas ou BananasCacho
AlunosClasse
DeputadosCâmara
Viajantes ou PeregrinosCaravana
PeixesCardume
EstrelasConstelação
DiscosDiscoteca
AbelhasEnxame
NaviosEsquadra
AviõesEsquadrilha
QuadrosGaleria
ElefantesManada
CãesMatilha
PessoasMultidão
Ovos ou PintosNinhada
Insetos ou GafanhotosNuvem
MúsicosOrquestra ou Banda
PratosPilha
InsetosPraga
LadrõesQuadrilha
Gado em geralRebanho
PapelResma
Estudantes ou TrabalhadoresTurma
PorcosVara

A Florista

A Florista

Na loja de Flores
orquídeas, margaridas,
cravos, rosas e camélias.
Azuis, vermelhas, amarelas,
varrem para longe
o tédio da tarde.

É o campo que invade
esse pequeno espaço
com suas aquarelas.

Para a florista
as flores são como beijos.
são como filhas.
são como fadas disfarçadas.
Roseane Murray

Porquês

por que: Usado no início ou no meio da frase interrogativa
porque: Usado nas respostas
por quê: Usado no fim das frases interrogativas
porquê: Usado como substantivo, admite-se plural

Frase

Frase é qualquer grupo de palavras que transmite uma informação. Em começo de frase deve se iniciar com letra maiúscula.

Frase interrogativa: comunica uma pergunta

Pauta

Pauta

Seis andorinhas nos fios.
Inquietas, assim passam o dia.
A cada pulo,
uma nova melodia:
dó ré mi fá fá-fá
dó ré dó ré ré-ré
dó sol fá mi mi-mi
dó ré mi fá fá-fá
José de Nicola

Bem-te-vi

Bem-te-vi

Quem vê
bem-te-vi
na TV,
não sabe
como é chato.

Bom
é ver
bem-te-vi
no mato.
Nelson Albissu

O chão e o pão

O chão e o pão

O chão.
O grão.
O grão no chão.

O pão.
O pão e a mão.
A mão no pão.

O pão na mão.
O pão no chão?
Não.
Cecília Meireles

Sanhaço

Sanhaço

O sanhaço
você conhece?
é um pássaro
assanhado
à beça.

Sanhaço
azul-fumaça

Meu Anel de Pedra Verde

Meu anel de pedra verde


Meu anel de pedra verde,
a quem devo oferecer?
Ofereço à companheira
que já sabe agradecer.

Ora, um, dois, três:
ora, quatro, cinco, seis;
ora, sete, oito, nove,
para doze faltam três!

Encontros Consonantais

Quando em uma palavra estão duas ou mais consoantes juntas, com sons diferentes, temos um encontro consonantal.

O encontro consonantal pode acontecer:

Numa mesma sílaba:  gra-ma
Em sílabas diferente:  ob-je-to

Quando um encontro consonantal tem l ou r como segunda consoante nunca se separa:  cla-ro      cra-vo

Dígrafos

CH - CHAVEIRO
LH - PALHAÇO
NH - ERVILHA
QUI - QUIABO
QUE - QUEIJO
GUI - GUINCHO
GUE - FOGUETE
RR - BURRO
SS - PÁSSARO
SC - NASCER
SÇ - DESÇO
XC - EXCEÇÃO

Encontros Vocálicos e Vogais

Encontro vocálico é o encontro de duas vogais ou de uma vogal e uma ou duas semivogais na mesma palavra.

Semivogal é o nome que se dá as vogais i e u, quando pronunciadas fracamente ao lado de uma vogal, formando uma só sílaba.

A vogal é pronunciada com mais força que a semivogal.

Há três tipos de encontros vocálicos:
Ditongo
Tritongo
Hiato

Ditongo é o encontro de uma vogal e uma semivogal ou de uma semivogal e uma vogal em uma mesma sílaba.
Os ditongos podem ser nasais e orais.

   Ditongo Oral é quando o som sai somente pela boca.
   Ditongo Nasal é quando o som sai pela boca e pelo nariz.

Tritongo é o grupo formado em uma mesma sílaba, por uma semivogal, uma vogal e outra semivogal sempre nessa ordem.

Hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes.

O Diamante

O Diamante

     Maria estava com cara de poucos amigos. Pior. Estava com cara de amigo nenhum.
     Na mesa do jantar, Maria de repente falou:
     — Eu não valo nada.
     O pai de Maria disse:
     — Em primeiro lugar, não se diz "eu não valo nada". É "eu não valho nada". Em segundo lugar, não é verdade. Você valhe muito. Quer dizer, vale muito.
     — Não valho.
     — Mas o que é isso? — disse a mãe de Maria — Você é a nossa filha querida. Todos gostam de você. A mamãe, o papai, a vovó, os tios, as tias. Para nós, você é uma preciosidade.
     Mas Maria não se convenceu. Disse que era igual a mil outras pessoas. A milhões de outras pessoas.
     — Só na minha aula tem sete Marias!
     — Querida... — começou a dizer a mãe. Mas o pai interrompeu.
     — Maria — disse o pai —, você sabe por que um diamante vale tanto dinheiro?
     — Porque é bonito.
     — Porque é raro. Um pedaço de vidro também é bonito. Mas o vidro se encontra em toda parte. Um diamante é difícil de encontrar.
     — E em todo o mundo só existe uma Maria.
     — Só na minha sala são sete.
     — Mas são outras Marias.
     — São iguais a mim. Dois olhos, um nariz.
     — Mas esta pintinha aqui nenhuma delas tem.
     — É ...
     — Você já se deu conta que em todo mundo só existe uma você?
     — Mas, pai...
     — Só uma. Você é uma raridade. Podem existir outras parecidas+ Mas você, você mesmo, só existe uma. Se algum dia aparecer outra você na sua frente, você pode dizer: é falsa.
     — Então eu sou a coisa mais valiosa do mundo.
     — Olha, você deve estar valendo aí uns três trilhões...
     Naquela noite a mãe de Maria passou perto do quarto dela e ouviu Maria falando com o Snoopy.
     — Sabe um diamante?
Luís Fernando Veríssimo

O bicho Folharal

O bicho Folharal

     Cansada de ser enganada pela raposa e de não poder segurá-la, a onça resolveu atraí-la à sua toca. Então, fez correr a notícia de que tinha morrido e deitou-se na frente da sua caverna, fingindo-se de morta.
     Todos os bichos vieram olhar o seu corpo, contentíssimos.
     A raposa também veio, mas, meio desconfiada, ficou olhando de longe. De repente, teve uma ideia e gritou:
     — Minha avó, quando morreu, espirrou três vezes. Espirrar é o sinal verdadeiro de morte.
     A onça, para mostrar que estava morta de verdade, espirrou três vezes. Claro que a raposa fugiu dando gargalhadas!
     Furiosa, a onça resolveu apanhar a raposa quando ela fosse beber água. Havia seca na floresta e somente um pequeno lago, ao pé de uma serra, tinha ainda um pouco de água. Todos os animais selvagens eram obrigados a beber ali.
     A onça ficou perto desse lago, dia e noite, à espera da adversária. A raposa nunca tinha passado tanta sede. Ao fim de três dias, já não aguentava. Resolveu então ir até o lago, usando um disfarce.
     N caminho, achou uma colmeia e conseguiu furá-la sem ser atacada pelo enxame. Então, com o mel que escorreu, untou todo o seu corpo. Depois, rolou num monte de folhas, que colaram em seus pelos, cobrindo-a todinha. Imediatamente, a raposa foi ao lago.
     A onça olhou-a bem e perguntou:
     — Nossa! Que bicho é você, que eu não conheço, que eu nunca vi?
     — Sou o bicho Folharal. — respondeu a raposa, disfarçando a voz.
     — Ah, pode beber água!
     A raposa entrou na água e bebeu como nunca. A onça, lá em cima, ficou desconfiada ao ver aquele bicho beber tanta água. Parecia que estava com uma sede de vários dias. Então disse:
     — Eita! Como você bebe água, Folharal!
     Acontece que a água amoleceu o mel e as folhas foram caindo. Quando a raposa já havia bebido o suficiente e a última folha caiu, a onça reconheceu a inimiga esperta e pulou ferozmente sobre ela. Mas a raposa conseguiu fugir. E até hoje as duas evitam se encontrar.

Sons do X

Sons do X

  Eu sou a letra Xis
e tenho sons diferentes.
Você já me conhece
e sabe que eu sou exigente.
Gosto muito de mudar,
brincadeiras sei criar.
Observe meu som de z
em exercício e exemplar!

E então quando me canso
e quero outro som usar,
apareço, veja só,
com o som de ch:
bruxa, caixa e paixão.
Sei que, de hoje em diante,
Você vai sempre acertar!

E agora, atenção
Ao que eu vou explicar:
às vezes meu som é de s
como na palavra exclamar.
Ficando um pouco mais forte,
Tenho o som de ss,
Veja só, eu sou o máximo!
Quem não vai concordar?

Outras vezes tenho um som
um pouco mais complicado.
Mas, falando com cuidado
você há de entender:
pirex, tórax, durex.
Esse som é de ks.
Eu não sou mesmo um sucesso?
Mary Marques

Verso e Estrofe

Verso é cada uma das linhas que constituem um poema.

Descoberta

Descoberta

Carolina lê.

O livro é leve e linda
e conta
um não sei quê
que a garotinha
sente e vê.

Inquieta,
Sarita lhe pergunta:
"O que é que,
assim calado,
o livro assunta?"

Carolina responde
com vozinha de cobre:
"Pega um livro... e descobre."
Maria Dinorah